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Nacida en Caetanópolis (Minas Gerais, 1948), la segunda ciudad en Brasil donde se instaló una fábrica de tejidos, Sonia Gomes es conocida principalmente por sus esculturas hechas con tela, alambres y otros objetos encontrados. La población de este municipio fue constituida en torno a la Companhia de Fiação e Tecidos Cedro e Cachoeira, hasta hoy existente, lo que la puso en contacto directo con las telas desde su infancia.

A pesar de esa cercanía prematura con el material que hoy marca su obra, Gomes solo comenzó a trabajar como artista a los 46 años, cuando inició sus estudios en la Escuela Guignard, donde desarrolló la narrativa de su obra. A pesar de siempre haber demostrado talento para dibujar y tejer, fue profesora de primaria antes de seguir su carrera como artista.

Hoy, a los 70 años de edad, su obra está siendo ampliamente reconocida a nivel institucional. Hasta el 10 de marzo, el Museo de Arte de São Paulo (MASP) -ciudad donde actualmente reside- presenta una selección de sus obras recientes, una muestra que le sigue a la del Museu de Arte Contemporânea de Niterói (Río de Janeiro) entre agosto y noviembre pasados, y que constituyó su primera individual en Brasil. Gomes además participa en una muestra bipersonal junto a la artista brasileña Marga Ledora en la galería Mendes Wood DM, en São Paulo, hasta el 31 de enero.

Vista de la exposición “Sonia Gomes: Ainda assim me levanto”, en el Museo de Arte de São Paulo (MASP), 2018-2019. Foto: Eduardo Ortega. Cortesía: MASP
Vista de la exposición “Sonia Gomes: Ainda assim me levanto”, en el Museo de Arte de São Paulo (MASP), 2018-2019. Foto: Eduardo Ortega. Cortesía: MASP

Sonia Gomes: Ainda assim me levanto [Sonia Gomes: Aún así me levanto], curada por Amanda Carneiro del MASP, reúne nuevos trabajos que exponen los desdoblamientos de su práctica artística en torno a la escultura, que ahora incorpora ramas y troncos de árboles. Inéditos, estos materiales conforman la principal serie de obras expuesta, titulada Raíz.

Telas encontradas al azar, u ofrecidas a la artista, de colores, estampados y texturas variadas, son cortadas, reconfiguradas y transformadas en esculturas. Textiles, cuerdas y maderas, así como alfileres, bolsos y pulseras -entre otros objetos de uso cotidiano-, son incorporados a estas obras, tensionando no solo formas diversas sino también diferentes prácticas artísticas y artesanales: tradicionales o contemporáneas, de la escultura a la costura.

El título de la muestra, Aún así me levanto, hace referencia al poema Still I Rise (1978), de la escritora y activista Maya Angelou (Estados Unidos, 1928-2014), reconocida por su lucha en favor de los derechos civiles. El poema evoca la noción de superación, remitiendo así al potencial de Gomes de reinventarse tanto a sí misma como a su trabajo. La artista además se remite a la particular arquitectura modernista del MASP y de la Casa de Vidrio -donde continúa la exposición gracias a una asociación entre el museo y el Instituto Bardi-, creando obras específicamente para ambos espacios, que comparten las cualidades de suspensión y transparencia singulares que propician una relación abierta con su entorno.

La muestra en el MASP, que abrió el pasado 14 de noviembre, sirve además como transición entre dos ciclos de programación de la institución, relacionados con las ‘historias’. En 2018, fue contextualizada en el año dedicado a Historias afro-atlánticas, cuando la programación del museo se desarrolló en torno a los flujos y los reflujos entre África, Europa y las Américas. En 2019, se inserta en el ciclo Historias de las mujeres, Historias feministas, donde las mujeres y los feminismos serán el foco de exposiciones, actividades de mediación y programas públicos.

Sonia Gomes: Ainda assim me levanto presenta la extraordinaria contribución de Sonia Gomes al lenguaje de la escultura contemporánea, a partir de la concepción articulada de un arte que, como práctica, es capaz de apuntar a temas relacionados con la tridimensionalidad, el volumen, el equilibrio y la materialidad del textil y de la madera, y abordar asuntos como la repetición, la duplicación, la superposición y la alternancia de las formas. La exposición también revela las estrategias formales de Sonia Gomes en la construcción de objetos, sea a través de la línea o el carácter antropomórfico de las piezas, o mediante los juegos de tensión y en la creación de espacios negativos, todos parámetros importantes en el trabajo de la artista.

Vista de la exposición “Sonia Gomes: Ainda assim me levanto”, en el Museo de Arte de São Paulo (MASP), 2018-2019. Foto: Eduardo Ortega. Cortesía: MASP

SONIA GOMES: AINDA ASSIM ME LEVANTO

 

Nascida em Caetanópolis (Minas Gerais, 1948), a segunda maior cidade do Brasil onde foi instalada uma fábrica têxtil, Sonia Gomes é conhecida por suas esculturas feitas de pano, arame e outros objetos encontrados. A população desta cidade foi fundada em torno da Companhia de Fiação e Tecidos Cedro e Cachoeira, até agora existente, o que a colocou em contato direto com tecidos desde a infância.

Apesar desta proximidade cedo para o material que hoje marca a sua obra, Gomes só começou a trabalhar como artista aos 46 anos, quando ele começou seus estudos na Escola Guignard, onde desenvolveu a narrativa de seu trabalho. Apesar de sempre ter demonstrado talento para desenhar e tricotar, ela foi professora primária antes de continuar sua carreira como artista.

Hoje, aos 70 anos de idade, seu trabalho está sendo amplamente reconhecido no nível institucional. Até 10 de Março, o Museu de Arte de São Paulo (MASP) -cidade onde reside atualmente- apresenta uma seleção de seus trabalhos mais recentes, uma exposição que segue o Museu de Arte Contemporânea de Niterói (Rio de Janeiro) entre agosto e novembro passado, e que foi seu primeira individual no Brasil. Gomes também participa de um show bi-pessoal com a artista brasileira Marga Ledora na galeria Mendes Wood DM, em São Paulo, até 31 de janeiro.

Sonia Gomes: Ainda assim me levanto, comissariada por Amanda Carneiro do MASP, reúne novos trabalhos que expõem o desdobramento de sua prática artística em torno da escultura, que agora inclui galhos e troncos de árvores. Inéditos, estes materiais compõem a principal série de trabalhos expostos, intitulada Raiz.

Retalhos de tecidos encontrados ao acaso, ou ofertados à artista, e de cores, estampas e texturas variadas são cortados, reconfigurados e transformados em esculturas. Têxteis, cordas, madeiras, utensílios como alfinete, bolsas e pulseira, entre outros objetos do cotidiano são trazidos para o trabalho, permitindo que Gomes tensione formas diversas e remeta a diferentes práticas artísticas e artesanais — tradicionais ou contemporâneas, da escultura à costura.

O título da exposição, Ainda assim me levanto, refere-se ao poema Still I rise (1978), da escritora e ativista Maya Angelou (Estados Unidos, 1928-2014), econhecida por sua luta em favor dos direitos civis. A poesia evoca uma noção de superação, rementendo à potência de Gomes de reiventar tanto a si própria quanto o seu trabalho. No MASP, a mostra da artista se realiza na transição entre dois ciclos de histórias. Em 2018, é contextualizada no ano dedicado a Histórias afro-atlânticas, quando a programação do museu se desenvolve em torno dos fluxos e refluxos entre África, Américas e Europa. Em 2019, no ciclo Histórias das mulheres, Histórias feministas, quando as mulheres e os feminismos serão o foco das exposições e das atividades de mediação e programas públicos.

As obras foram realizadas especialmente para esta mostra que acontece no MASP e na Casa de Vidro, resultado da parceria do museu com o Instituto Bardi. As duas instituições possuem trajetórias que se vinculam. Foi na Casa de Vidro que a arquiteta Lina Bo Bardi (1914-1992), responsável pelo projeto do MASP, e Pietro Maria Bardi (1900-1999), diretor fundador do museu, viveram desde 1951, ano em que a construção da casa foi finalizada. O projeto de Bo Bardi para a Casa de Vidro possui conexões com o projeto do edifício do MASP, já que ambos compartilham as qualidades de suspensão e transparência singulares que propiciam uma relação aberta com seu entorno. É a partir do diálogo com esses edifícios modernistas que Gomes cria suas esculturas, afirmando seu caráter de instalação de arte.

Ainda assim me levanto apresenta a extraordinária contribuição de Sonia Gomes para a linguagem da escultura contemporânea, a partir da concepção articulada de uma arte que, como prática, é capaz de semear e apontar questões ligadas à tridimensionalidade, ao volume, ao equilíbrio e à materialidade do têxtil e da madeira, bem como sobre repetição, duplicação, sobreposição e alternância das formas. Também revela as estratégias formais de construção dos objetos, seja com a linha e a marcação do caráter antropomórfico das peças, seja nos jogos de tensão e na criação de espaços negativos — todos parâmetros importantes nos trabalhos da artista.

Vista de la exposición “Sonia Gomes: Ainda assim me levanto”, en el Museo de Arte de São Paulo (MASP), 2018-2019. Foto: Eduardo Ortega. Cortesía: MASP

SONIA GOMES: AINDA ASSIM ME LEVANTO

Museo de Arte de São Paulo (MASP), Av. Paulista 1578, São Paulo, Brasil

Hasta el 10 de marzo de 2019