[VERSÃO EM PORTUGUÊS ABAIXO]

[ENGLISH VERSION BELOW]

 

Fecha límite: 20 de mayo de 2019

Coordinadoras:

Paz López – Universidad Diego Portales, Chile – plopess@gmail.com

Rosângela Fachel – Universidade Federal de Pelotas, Brasil – rosangelafachel@gmail.com

Publicación de ensayos en Paralelo 31, revista digital do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade Federal de Pelotas

En 2014, el proyecto Guggenheim UBS MAP Global Art Initiative realizó la exposición Under the Same Sun: Art from Latin America Today, con la curaduría del mexicano Pablo León de la Barra. La exposición fue presentada como una investigación acerca de la respuesta de los artistas latinoamericanos contemporáneos a la compleja realidad que comparten a raíz de sus historias modernas y coloniales, de los gobiernos represivos, de las crisis económicas y de la desigualdad social, así como de los simultáneos períodos de riqueza económica, desarrollo y progreso en la región. La exposición presentaría entonces respuestas artísticas contemporáneas al pasado y al presente, así como imaginarios de futuros posibles. En el marco de las obras de treinta y siete artistas, de dieciséis países diferentes, la muestra fue organizada en torno a cinco ejes temáticos: “Conceptualismo y sus Legados”, “Tropicologías”, “Activismo Político”, “Modernismo y sus Fracasos” y “Participación / Emancipación” que, en la visión de la curaduría, contemplarían cuestiones definitorias del arte en América Latina de entonces. En el año 2015, la exposición con su título en traducción al portugués, Sob o mesmo sol: a arte da América Latina hoje, fue presentada en el Museo de Arte Moderno – MAM, de São Paulo, Brasil; y con su título en traducción al español, Bajo el mismo sol: arte de América Latina hoy, en el Museo Jumex, Ciudad de México, México.

Esta exposición puede leerse como heredera de una serie de proyectos curatoriales que, provenientes de los centros hegemónicos de producción artística, intentaron redefinir los problemas éticos, políticos y estéticos que habrían determinado las condiciones de producción y circulación del arte latinoamericano. Pensamos, por ejemplo, en Magiciens de la terre (Georges Pompidou, 1989); La novia del sol (Museo Real de Amberes, 1991); Artistas latinoamericanos del siglo XX (Museo de Arte Moderno de Nueva York, 1993).

¿Qué sería entonces Arte Latinoamericano? La pregunta no refiere a una esencia sino a un cuestionamiento de las representaciones que han estado en juego a la hora de “reescribir la geografía histórica del arte moderno y contemporáneo” (Barriendos, 2009) latinoamericano, a las luchas por su definición. La propia denominación del continente –América + Latina– combina referencias al nuevo y al viejo mundo, aludiendo de ese modo a su condición híbrida y compuesta. Al mismo tiempo que habría un intento de identificación continental, existe también el reconocimiento de una diversidad geográfica que divide al continente en cuatro subregiones: andina, amazónica, platina y centroamericana caribeña, en las que se desarrollaron culturas y civilizaciones distintas, y que Ángel Rama (2001) identificó como “comarcas culturales”. Por lo tanto, hay que tener en cuenta que, a pesar de que los pueblos latinoamericanos poseen elementos culturales en común, ellos poseen también, como apunta Hugo Achucar (2004), heterogeneidades basadas en los lugares, en los paisajes y en los territorios, que los distancian.

Por mucho que la idea de la existencia de un hacer artístico que pueda ser entendido como latinoamericano nos parezca cuestionable, sobre todo porque dicha categoría proviene de una clasificación geopolítica que toma el lugar de origen y de producción como definidores de posibles identidades culturales, ello nos permite (re)pensar/ y re(definir) la existencia de discursos y poéticas comunes capaces de permear las diversas manifestaciones artísticas y de cuestionar las representaciones de lo latinoamericano dirigidas desde una hegemonía cultural. Por ello es fundamental generar un cuestionamiento constante y simultáneo en cuanto a los recortes y perspectivas que intentan clasificar y definir esas producciones, una vez que, así como identifican tendencias y sesgos, también pueden crear otros nuevos.

Teniendo en mente estas cuestiones, proponemos este dossier como un espacio para la discusión de la producción artística latinoamericana contemporánea en todas sus vertientes y matices. Además de reflexiones teórico-críticas sobre obras, artistas y tendencias, desarrolladas en artículos y en ensayos, también nos interesan ensayos visuales producidos por artistas latinoamericanos contemporáneos, así como entrevistas y reseñas de obras, publicaciones y exposiciones referentes a la temática.

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DOSSIÊ:  PERSPECTIVAS E POÉTICAS DA PRODUÇÃO CONTEMPORÂNEA NAS E DAS ARTES VISUAIS DA E NA AMÉRICA LATINA

Data limite para a submissão de artigos: 20 de maio de 2019.

Organizadoras:

Paz López – Universidad Diego Portales, Chile – plopess@gmail.com

Rosângela Fachel – Universidade Federal de Pelotas, Pelotas – rosangelafachel@gmail.com

Publicação de artigos em Paralelo 31, revista digital do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade Federal de Pelotas

Em 2014, o projeto Guggenheim UBS MAP Global Art Initiative realizou a exposição Under the Same Sun: Art from Latin America Today, com a curadoria do mexicano Pablo León de la Barra. A exposição foi apresentada como uma investigação a respeito da resposta dos artistas latino-americanos contemporâneos à realidade complexa que compartilham, decorrente de suas historias colonial e moderna, dos governos repressivos, das crises econômicas e da desigualdade social, bem como dos simultâneos períodos de riqueza econômica, desenvolvimento e progresso na região. A exposição apresentaria, então, respostas artísticas contemporâneas ao passado e ao presente, bem como imaginários de futuros possíveis. Reunindo obras de trinta e sete artistas, de dezesseis países, a mostra foi organizada em torno de cinco eixos temáticos: “Conceitualismo e seus Legados”, “Tropicologias”, “Ativismo Político”, “Modernismo e seus Fracassos” e Participação/Emancipação”, que, na visão da curadoria, contemplariam questões definidoras da arte na América Latina de então. Em 2015, a exposição com seu título em tradução ao portugués, Sob o mesmo sol: arte da América Latina hoje, foi apresentada no Museu de Arte Moderna – MAM, de São Paulo, Brasil; e com seu título em tradução ao español, Bajo el mismo sol: arte de América Latina hoy, no Museu Jumex, Cidade do México, México.

Essa exposição pode ser lida como herdeira de uma série de projetos curatoriais, vindos dos centros hegemônicos de produção artística, que tentaram redefinir os problemas éticos, políticos e estéticos que determinariam as condições de produção e circulação da arte latino-americana. Pensamos, por exemplo, em Magiciens de la terre (Georges Pompidou, 1989); A Noiva do Sol (Museu Real de Antuérpia, 1991); Artistas latino-americanos do século XX (Museu de Arte Moderna de Nova York, 1993).

O que seria então Arte Latino-americana? A questão não se refere a uma essência, mas a um questionamento das representações que estão em jogo quando se trata de “reescrever a geografia histórica da arte moderna e contemporânea” (Barriendos, 2009) na América Latina, às lutas por sua definição. A própria denominação do continente –América + Latina– combina referencias ao novo e ao velho mundo, aludindo a sua essência híbrida e compósita, além de ser um novo nome para um continente que perdeu seu nome original -América, para os Estados Unidos da America. Mas ao mesmo em que haveria uma tentativa de identificação continental, há também o reconhecimento de uma diversidade geográfica quedivide o continente em quatro sub-regiões: andina, amazônica, platina e centro-americana caribenha, nas quais se desenvolveram culturas e civilizações distintas, no que Ángel Rama (2001) identificou como “comarcas culturais”. Assim, é preciso ter em mente que apesar de os povos latino-americanos possuírem elementos culturais comuns, eles possuem, também, como aponta Hugo Achugar (2004), heterogeneidades, baseadas nos lugares, nas paisagens e nos territórios, que os distanciam.

Mas, mesmo que a ideia da existência de um fazer artístico que possa ser entendido como latino-americano nos pareça questionável, sobretudo, porque advêm de uma classificação geopolítica, que toma o local de origem e de produção como definidores de possíveis identidades culturais.  Ela nos permite (re)pensar e (re)definir a existência de discursos e poéticas comuns capazes e permear as diversas práticas? artísticas e questionar as representações do latino-americano oriundas de contextos de hegemonia cultural. É, então, fundamental gerar questionamento constante e simultâneo quanto aos recortes e perspectivas que tentam classificar e definir essas produções, uma vez que assim como identificam tendências e vieses, podem também criar outros novos.

Tendo em mente essas questões propomos esse dossiê como um espaço para a discussão da produção artística latino-americana contemporânea em todas suas vertentes e matizes. Ademais de reflexões teórico-críticas sobre obras, artistas e tendências, desenvolvidas em artigos em ensaios, também nos interessam ensaios visuais produzidos por artista latino-americanos contemporâneos, bem como entrevistas e resenhas de obras, publicações e exposições referente à temática.

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PERSPECTIVES AND POETICS OF CONTEMPORARY ART PRODUCTION IN AND ABOUT THE VISUAL ARTS IN AND FROM LATIN AMERICA

Deadline for submissions: May 20, 2019

Coordinators:

Paz López – Diego Portales University, Chile – plopess@gmail.com

Rosângela Fachel – Federal University of Pelotas, Pelotas – paralelo31.revista@gmail.com

Publication of articles in Paralelo 31, revista digital do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade Federal de Pelotas

In 2014, the Guggenheim Project UBS MAP Global Art Initiative held the exhibition Under the Same Sun: Art from Latin America Today, with the Mexican curator Pablo León de la Barra. The exhibition was presented as an investigation into the contemporary Latin American artists’ response to the complex reality they share from their colonial and modern histories of repressive governments, economic crises and social inequality, as well as simultaneous periods of economic wealth, development and progress in the region. The exhibition would then present contemporary artistic responses to the past and the present, as well as imaginary possible futures. Combining works from thirty-seven artists from sixteen countries, the exhibition was organized around five thematic axes: “Conceptualism and its Legacies”, “Tropicologies”, “Political Activism”, “Modernism and its Failures” and “Participation / Emancipation”, which, according to the curators, would contemplate art-defining issues in Latin America at the time. In 2015, the exhibition with its title translated into Portuguese, Sob o mesmo sol: arte da América Latina hoje, was presented at the Museum of Modern Art – MAM, São Paulo, Brazil; and with its title translated in Spanish, Bajo el mismo sol: arte de América Latina hoy, was exhibited at the Jumex Museum, Mexico City, Mexico.

This exhibition can be read as the heir of a series of curatorial projects, based in the hegemonical centers of art production, that had attempted to redefine the ethical, political and aesthetic problems that would determine the conditions of production and circulation of Latin American art. We recall, for example, Magiciens de la terre (Georges Pompidou, 1989); The Bride of the Sun (Royal Museum of Antwerp, 1991); Latin American Artists of the 20th Century (Museum of Modern Art of New York, 1993).

So what would Latin American Art be? The question does not refer to an essence, but to questioning the representations that are at stake when it comes to “rewriting the historical geography of modern and contemporary art” (Barriendos, 2009) in Latin America, and its struggles to redefine itself. The very denomination (more geopolitical than continental) -Latin + America- combines references to the new and the old world, alluding to its hybrid and composite aspects, besides being a new way to name the continent that ended up losing its name to the United States, that is, ‘America’. But while there was an attempt made at continental identification, one must also recognize the geographical diversity that divides the continent into four sub-regions: Andean, Amazonian, Platina American and Central American Caribbean, in which different cultures and civilizations have developed, and what Ángel Rama (2001) calls “cultural counties [cultural districts]”. It should be kept in mind that although Latin American peoples possess common cultural features, they also have, as Hugo Achugar (2004) points out, heterogeneities based on places, landscapes and territories, which have distanced them.

But even if the idea of the existence of an artwork that can be understood as Latin American seems to us questionable, above all, because it comes from a geopolitical classification, which takes the place of origin and production as defining cultural identities. This allows us to (re)think and (re)define the existence of common visual poetics and discourses that permeate the various art practices and question the Latin American representations in contexts of cultural hegemony. It is therefore fundamental to generate constant and simultaneous issues about how these cultural frames and perspectives are chosen, for they try to classify and define these productions, as they identify tendencies and angles for perception, they can also create new ones.

With these questions in mind, we propose this dossier as a space for the discussion of contemporary Latin American art production in all its aspects and shades. In addition to theoretical-critical reflection on works, artists and trends, developed in articles in essays, we are also interested in visual essays produced by contemporary Latin American artists, as well as interviews and reviews of works, publications and exhibitions related to the theme.