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La producción artística del Sur Global ha estado siempre en la mira del Festival de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil, que celebra su 20 aniversario entre el 3 de octubre de 2017 y el 14 de enero de 2018 en el SESC Pompeia de São Paulo, con la participación de 50 artistas provenientes de 25 países de América Latina, África, Asia y Medio Oriente, atendiendo así a la representatividad geopolítica del arte.

El festival, que se ha convertido en las dos últimas décadas en un referente dentro de la escena del arte contemporáneo de América del Sur, apuesta por la ampliación de las concepciones del mundo bajo el impulso de un arte imbuido de problemáticas que se revelan, dialécticamente, locales y globales.

La muestra, titulada Panoramas do Sul, es curada por Solange Farkas, junto a Ana Pato, Beatriz Lemos, Diego Matos y João Laia como curadores invitados. El equipo ha seleccionado las 70 obras que por primera vez ocuparán todo el espacio del SESC Pompeia a partir de las 3.200 postulaciones enviadas por dos mil artistas de 109 países. Además de la exposición, se han organizado un ciclo de videos, charlas, visitas guiadas, un programa de mediación y una serie de performances a realizarse durante la primera semana de la programación.

“En momentos como el actual, de crisis, impasses, catástrofes, disputas narrativas agudas y constantes, de reordenamientos sociopolíticos locales y globales, la exposición Panoramas do Sul y los artistas representados en ella traen a la luz el deseo del arte de ampliar y subvertir nuestras concepciones del mundo”, señala Farkas. “La producción del Sur gana protagonismo y se refina en un escenario de retroceso e incertidumbre, resonando con potencia creciente a medida que se legitima e institucionaliza. La ampliación de su presencia en el mundo del arte y el reconocimiento de la importancia de las perspectivas del Sur en cualquier concierto global de voces hacen evidente el acierto de la apuesta que ha hecho Videobrasil en esta región simbólica desde hace más de veinte años”, agrega.

Las obras que componen esta edición de Videobrasil hablan de las innumerables crisis que están desafiando a la sociedad contemporánea, que parece presentir su propio fin y, para evitarlo, recurre a sus orígenes. De este modo, se establecieron seis ejes curatoriales que revelan una multiplicidad de visiones del mundo: Cosmovisiones (Orígenes, Ritos y Cosmogonías, Ciencias y Cosmologías); Ecologías (Naturaleza, Tierra y Hongos, Catástrofes, Crisis y Nuevas Conciencias); Reinvención de la Cultura (Técnicas, Apropiaciones y Representaciones); Políticas de Resistencia (Urbanidad, Cuerpos y Afectos); Historias Invisibles (Memoria y Micro-historia); y, por último, Otros Modernismos (Otros Espacios y Otros Paisajes).

“Al permitir una lectura integrada de arte, cultura, astronomía, biología, historia y geografía, el cuerpo de esas investigaciones artísticas traduce la idea de que sólo una ampliación de nuestras concepciones será capaz de restituir libertad a la imaginación humana y expandir conocimientos atados a los modelos y mecanismos occidentales de producción y legitimación de la verdad”, apunta Farkas. “Las prácticas representadas en Panoramas do Sul se oponen al aplastamiento progresivo de nuestros horizontes, así como al oscurantismo y al conservadurismo que transpira la vida pública en el mundo y, en especial, en Brasil. Así, ofrecen su contribución para preservar, aunque penosamente, alguna perspectiva de futuro”.

ARTISTAS PARTICIPANTES

Alia Farid [Kuwait / Puerto Rico]

Alyona Larionova [Rusia / Reino Unido]

Ana Elisa Egreja [Brasil]

Ana Mazzei [Brasil]

Ana Vaz [Brasil / Francia]

Andrés Padilla Domene [México / Francia]

Bárbara Wagner e Benjamin de Burca [Brasil / Alemania]

Cristiano Lenhardt [Brasil]

Daniel Monroy Cuevas [México]

Débora Mazloum [Brasil]

Elizabeth Vásquez Arbulú [Perú]

Elvis Almeida [Brasil]

Emo de Medeiros [Francia / Benim]

Engel Leonardo [República Dominicana]

Felipe Esparza Pérez [Perú]

Filipa César [Portugal / Alemania]

Graziela Kunsch [Brasil]

Haig Aivazian [Líbano]

Hellen Ascoli [Guatemala]

Ícaro Lira [Brasil]

Jaime Lauriano [Brasil]

Jiwon Choi [Corea del Sur / Estados Unidos]

Karo Akpokiere [Nigeria]

Kavich Neang [Cambodia]

Köken Ergun [Turquía]

La Decanatura [Colombia]

Louise Botkay [Brasil]

Mabe Bethônico [Brasil]

Manuela De Laborde [México]

Mariana Portela Echeverri [Portugal / Reino Unido]

Mariana Rodríguez [Argentina / México]

Miguel Penha [Brasil]

Mona Vatamanu & Florin Tudor [Romania]

Monira Al Qadiri [Senegal / Kuwait]

Natasha Mendonca [India]

Pakui Hardware [Lituania]

Pedro Barateiro [Portugal]

Quy Minh Truong [Vietnam]

Rafael Pagatini [Brasil]

Rodrigo Hernández [México]

Roy Dib [Líbano]

Sammy Baloji [República Democrática del Congo / Bélgica]

Sasha Litvintseva [Rusia / Reino Unido]

Seydou Cissé [Mali / Francia]

Tatewaki Nio [Japón / Brasil]

Thando Mama [África del Sur]

Thiago Martins de Melo [Brasil]

Viktorija Rybakova [Lituania]

Von Calhau! [Portugal]

Ximena Garrido-Lecca [Perú / México]

VIDEOBRASIL. 20 ANOS DE PROMOÇÃO DA PRODUÇÃO ARTÍSTICA DO SUL GLOBAL

A produção artística do Sul Global sempre foi o destaque do Festival de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil, comemorando seu 20º aniversário entre 3 de outubro de 2017 e 14 de janeiro de 2018 no SESC Pompeia em São Paulo, com a participação de 50 artistas de 25 países da América Latina, África, Ásia e Oriente Médio, atendendo à representatividade geopolítica do arte.

O festival, que se tornou nas últimas duas décadas uma referência na cena artística contemporânea da América do Sul,aposta na ampliação das concepções de mundo, alavancada por investigações artísticas imbuídas de problemáticas que se revelam, dialeticamente, locais e globais.

A exposição, intitulada Panoramas do Sul, é curada por Solange Farkas, juntamente com Ana Pato, Beatriz Lemos, Diego Matos e João Laia como curadores convidados. A equipe selecionou os 70 trabalhos que, pela primeira vez, ocuparão todo o espaço do SESC Pompeia a partir das 3.200 inscrições enviadas por dois mil artistas de 109 países. Além da exposição, uma série de vídeos, palestras, visitas guiadas, um programa de mediação e uma série de apresentações foram organizadas durante a primeira semana de programação.

Videobrasil reafirma a importância estratégica da convocatória aberta, mecanismo que permite perscrutar zonas não mapeadas da produção artística destas regiões, revelando pesquisas ainda não absorvidas ou chanceladas pelo sistema da arte. Não é surpresa que uma produção desde sempre pautada pela ideia de resistência e pela vocação política floresça e se refine em um cenário de retrocesso e incerteza.

“Em momentos como o atual, de crises, impasses, catástrofes, disputas narrativas acirradas e constantes reordenamentos sociopolíticos locais e globais, a exposição Panoramas do Sul e os artistas representados nela trazem à tona o desejo da arte de ampliar e subverter nossas concepções de mundo. Pautada pela vocação política desde sempre, a produção do Sul ganha protagonismo e se refina em um cenário de retrocesso e incerteza, ressoando com potência crescente à medida que se legitima e institucionaliza. A ampliação de sua presença no mundo da arte e o reconhecimento da importância das perspectivas do Sul em qualquer concerto global de vozes tornam evidente o acerto da aposta nesta região simbólica, alinhavada há mais de vinte anos pelo Festival de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil”, diz Farkas.

As obras que compõem esta edição do Videobrasil falam das inúmeras crises que desafiam a sociedade contemporânea, que parece sentir seu próprio fim e, para evitá-lo, recorre às suas origens. Desta forma, foram estabelecidos seis eixos curatoriais que revelam uma multiplicidade de visões mundiais: Cosmovisões (Origens; Ritos e Cosmogonias; Ciências e Cosmologias); Ecologias (Natureza, Terra e Fungos; Catástrofes, Crises e Novas Consciências); Reinvenção da Cultura (Técnicas, Apropriações e Representações); Políticas de
Resistência (Urbanidade, Corpos e Afetos); Histórias Invisíveis (Memória e Micro-história); e, por fim, Outros Modernismos (Outros Espaços e Outras Paisagens).

“Permitindo uma leitura integrada de arte, cultura, astronomia, biologia, história, geografia, traduzem a ideia de que somente uma ampliação de nossas concepções de mundo será capaz de restituir liberdade à imaginação humana e expandir saberes atados aos modelos ocidentais de produção e legitimação. As práticas representadas nos Panoramas do Sul opõem-se ao esmagamento progressivo de nossos horizontes, assim como ao obscurantismo e o conservadorismo que transpiram na vida pública mundo afora e, em especial, no Brasil. Assim, oferecem sua contribuição para preservar, ainda que penosamente, alguma perspectiva de futuro”, diz Farkas.

FESTIVAL DE ARTE CONTEMPORÂNEA SESC_VIDEOBRASIL

SESC Pompeia, São Paulo

Del 3 de octubre de 2017 al 14 de enero de 2018